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Juventude: Plug Minas ganha Centro Vocacional Tecnológico

19/06/2009

Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes) vai instalar um Centro Vocacional Tecnológico (CVT) no Plug Minas. Protocolo de Intenções nesse sentido foi assinado pelo governador Aécio Neves e pelos secretários Alberto Portugal, Paulo Brant, da Cultura, e Gustavo Correia, dos Esportes, nesta quarta-feira (17), durante a solenidade de inauguração do Plug Minas em Belo Horizonte, espaço destinado a atender jovens de 15 a 24 anos com informação, arte e cultura.

De acordo com o documento, a Sectes vai trabalhar em conjunto com a Secretaria de Estado de Cultura (SEC) nas adaptações metodológicas para implantação do CVT no Plug Minas, estrutura onde funcionou a Febem, no bairro Horto, zona leste da capital mineira. A própria Sectes se encarregará de fornecer os equipamentos, dentro do Projeto Estruturador Rede Profissional Orientada pelo Mercado, além de disponibilizar recursos para o cumprimento do Plano de Trabalho a ser elaborado nos próximos meses.

O Plug Minas tem uma área de 67 mil metros quadrados e vai envolver cerca de 2 mil jovens de 37 escolas da rede estadual e 20 bairros. A proposta é ensinar o jovem a lidar com a tecnologia e a cultura digital com a finalidade de torná-los agentes de transformação da realidade. Os estudantes serão envolvidos em um ambiente de inovação, informação, arte e cultura.

Estrutura do CVT

Os Centros Vocacionais Tecnológicos (CVTs) instalados em Minas são 84. O valor médio de cada unidade é R$ 600.000,00. Cada CVT compõe-se de um centro de excelência com laboratório voltado para a capacitação tecnológica do seu público-alvo. A estrutura para os cursos inclui laboratórios, duas salas de inclusão digital com 10 computadores cada, mobiliário ergonômico, além de impressoras e softwares atualizados. O CVT compõe-se também de uma sala de videoconferência, com no mínimo 20 lugares e todos os equipamentos necessários à entrada de dados e conexão de notebooks.

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Jovens de comunidades realizam pesquisa sobre hábitos e comportamento dos moradores – o trabalho será levado para o Plug Minas

19/06/2009

O Micronações é um projeto que reúne jovens das comunidades. Eles pesquisam os hábitos, o comportamento dos moradores e os pontos mais interessantes de cada bairro. A experiência vai ser compartilhada no Plug Minas.

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Valores de Minas: educação e arte na transformação do ser humano

25/05/2009

O Valores de Minas é um programa do Servas e do Governo de Minas que oferece a jovens das escolas estaduais oficinas de arte com o objetivo de possibilitar aos estudantes formação cidadã e crescimento pessoal. Lançado em 2005 pela presidente do Servas, #mce_temp_url#Andrea Neves, e pelo governador Aécio Neves, o programa beneficia, por ano, cerca de 500 estudantes.

São oferecidas oficinas de teatro, circo, música, dança, artes plásticas. Também constam do currículo aulas de história da arte, literatura, ética e cidadania. Os alunos participam ainda da vida cultural da cidade. Nos finais de semana são oferecidas aulas de reforço escolar.

O Valores de Minas é voltado para jovens de 14 a 24 anos matriculados em escolas da rede pública estadual pertencentes ao Projeto Escola Viva, Comunidade Ativa, da Secretaria de Estado da Educação, e com renda familiar baixa.

As aulas são ministradas em um espaço próprio do programa, numa área de 3.500 metros quadrados , na avenida dos Andradas, 767, em Belo Horizonte. Cada turma tem atividades pelo período de nove meses. Os alunos recebem mochila, uniforme, vale-transporte, lanche e almoço.

Durante o ano, as atividades são dividas em três etapas. Na primeira, os alunos frequentam as cinco oficinas de artes oferecidas. Na segunda, eles escolhem uma área de seu maior interesse. Na última criam um espetáculo que integra todas as linguagens estudadas.

O espetáculo é apresentado ao final de cada ano e os alunos participam da elaboração do roteiro, da trilha sonora, da produção do cenário, figurino e adereços e também atuam. A apresentação mostra o resultado de todo o processo de aprendizado.

Até 2008 foram apresentados quatro espetáculos, aplaudidos por mais de 20.000 mil pessoas, elogiados  pelo público  e crítica. São eles: “Delírio Barroco”, “Estrada dos Sonhos”, “Opara” e “Sempre Alegre Miguilim”.

O programa tem ainda capacidade multiplicadora. Ao final de cada ano, o Valores de Minas/Reeditores de Arte e Cultura, amplia as oportunidades de crescimento para 70 jovens que se destacaram no grupo, por meio da formação de monitores e artes cênicas e música, tornando-os multiplicadores de sua experiência em suas escolas e comunidades. Também são oferecidos cursos de atualização para professores de artes da rede estadual e oficinas durante as férias.

Segundo a presidente do Servas, Andrea Neves, o  Programa Valores de Minas constrói mudanças a partir da educação. “A importância do Valores de Minas está na valorização pessoal de cada um, no crescimento pessoal, no fortalecimento das relações sociais desses jovens, além do efeito multiplicador dessas experiências junto à família, à sua escola e às comunidades em que vivem”, disse.

Para o governador Aécio Neves, por meio do programa o Estado dá oportunidade para as pessoas exercitarem seus talentos. “Novas oportunidades de convívio social, de vivências capazes de estimular as aptidões dos jovens é o que oferece o Programa Valores de Minas, cujo retorno é indiscutível no aprimoramento da nossa realidade”, disse.

Resultados

O Programa Valores de Minas já formou, desde 2005, 1.950 pessoas, entre alunos, multiplicadores, professores de arte da rede estadual e ex-alunos que fizeram o curso de extensão.
Em 2008, foram recebidos 525 estudantes de 97 escolas, sendo 106 do Poupança Jovem e outros 70 no módulo Multiplicadores de Arte e Cultura. No módulo Formação Continuada, 60 professores de arte fizeram curso de atualização. Nas férias, o Valores de Minas oferece oficinas para cerca de mil estudantes de programas sociais do Governo de Minas.

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Espetáculos do Valores de Minas são uma aula de cultura

25/05/2009

“Sempre Alegre Miguilim” (2008)

Inspirado em textos de Guimarães Rosa, o espetáculo colocou em cena 350 jovens que participaram da elaboração do roteiro, trilha sonora e confecção de figurinos, adereços e cenários. “Guimarães Rosa foi uma inspiração desde o início. Muita gente diz que seus textos são difíceis, e isso nos fez perceber que precisávamos ser mais simples para entender a sua obra. A partir disso, os alunos improvisaram cenas e criaram universos de Guimarães com uma propriedade incrível”, avalia Samira Ávila, coordenadora do núcleo de teatro. Cerca de 7.000 pessoas assistiram ao espetáculo. A direção geral é de Carlos Gradim e Samira Ávila, roteiro de Edmundo de Novaes Gomes, direção coreográfica e dança de Bete Arenque, direção  musical de Mestre Negoativo (Grupo Berimbrown), figurino e adereços de  Marina Bylaardt.

“Opara” (2007)

O rio São Francisco, ou Opara, na língua das tribos tupi-guarani, foi tema deste espetáculo. Com direção geral de Carlos Gradim e roteiro de Eid Ribeiro, os alunos apresentaram de forma lírica e poética um pouco das tradições e da riqueza cultural do Velho Chico. A direção coreográfica foi de Bete Arenque, direção musical do grupo Berimbrown, direção de cena de Samira Ávila, cenários de André Cortez e figurino e adereços de Marco Paulo Rolla. Além das 14 apresentações previstas, feitas para um público superior a 8.000 espectadores, os 300 jovens que integram o projeto foram convidados a participar do Festival Verão Arte Contemporânea, que aconteceu em Belo Horizonte em fevereiro de 2008.

“Estrada dos Sonhos” (2006)

O espetáculo teve direção geral de Carlos Gradim e roteiro de Eid Ribeiro. Mostrou a trajetória de um grupo de animais que desejava formar a maior banda de música de todos os tempos. Inspirada no clássico “Os Músicos de Bremen”, a direção coreográfica ficou a cargo de Bete Arenque, direção musical do grupo Berimbrown, direção de cena de Samira Ávila, cenários de André Cortez, figurinos e adereços de Marco Paulo Rolla. Atuaram na peça 300 jovens que mostraram todo o talento e técnicas desenvolvidas. Mais de dez apresentações foram realizadas, atingindo um público superior a 5.000 pessoas.

“Delírio Barroco” (2005)

Adaptado da obra “Delírio Barroco, Triunfo Eucarístico”, do dramaturgo português Gil Vicente, o espetáculo teve direção geral de Carlos Gradim e Eid Ribeiro. Este último foi responsável também pelo roteiro. A peça buscou retratar o “Céu e o Inferno” segundo as idéias, sugestões e pontos de vista dos alunos participantes do projeto. A direção coreográfica foi de Bete Arenque, a direção musical do grupo Berimbrown, a direção de cena de Fábio Furtado, cenários criados por André Cortez e figurinos de Marcos Paulo Rolla. A peça multicultural congregou técnicas de dança, teatro, circo, música e artes plásticas e contou com mais de 200 jovens em cena. Foram realizadas dez apresentações que reuniram um total de 3.000 espectadores.

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Valores de Minas se apresenta em Ouro Preto na festa da inconfidência

22/04/2009

miguilim2O encerramento da festa cívica de 21 de Abril deste ano, em Ouro Preto, ficou a cargo de cerca de 300 jovens integrantes do programa Valores de Minas, do Servas.  Os estudantes apresentaram um trecho do espetáculo “Sempre Alegre Miguilim” , inspirado em textos de Guimarães Rosa. A praça Tiradentes, onde aconteceu a solenidade,  ganhou uma outra animação, ao som dos tambores do Valores. Em uma rápida apresentação, os estudantes puderam mostrar, além do instrumental de batucada, seus dotes em canto e dança ao interpretar a música final do espetáculo apresentado em 2008.

O Valores de Minas é um programa do Servas e do Governo de Minasque oferece a jovens das escolas estaduais oficinas de arte com o objetivo de possibilitar aos estudantes formação cidadã e crescimento pessoal. Lançado em 2005 pela presidente do Servas, Andrea Neves, e pelo governador Aécio Neves, o programa beneficia, por ano, cerca de 500 estudantes. São oferecidas oficinas de teatro, circo, música, dança, artes plásticas. Ao final de cada ano os jovens apresentam um espetáculo multidisciplinar.

A data, Dia de Tiradentes, foi celebrada com a tradicional entrega da Medalha da Inconfidência, a maior comenda do Governo de Minas Gerais. Presidindo a solenidade, o governador Aécio Neves ressaltou a importância da valorização que Minas concede a esta data histórica. Este ano, a solenidade marcou também os 220 anos da Revolução Francesa e da Inconfidência Mineira, dois movimentos revolucionários que promoveram grandes transformações na história do Brasil e da Europa.

Na solenidade deste ano, a Praça se enfeitou de branco e vermelho, cores da bandeira de Minas, além do verde, amarelo e azul, da bandeira do Brasil, reforçando os laços entre França, Minas e Brasil. Um gigantesco tapete de serragem, símbolo da manifestação popular do povo ouro-pretano, chamou a atenção pela beleza e grandiosidade. Com 502 metros quadrados, serviu de cenário para toda a solenidade. O tapete foi montado por artistas da Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop), em frente ao Museu da Inconfidência.

Dirigida pelo terceiro ano consecutivo pelo dramaturgo Gabriel Villela, a solenidade do 21 de Abril,  teve forte apelo cívico, político e cultural. Com a participação de centenas de artistas mineiros a solenidade emocionou quem chegou cedo à Praça Tiradentes. Entre os presentes estavam a ex-primeira dama da França Daniele Mitterrand, a empresária Lily Marinho, o prefeito de Ouro Preto, Ângelo Oswaldo, além de autoridades e personalidades que representam o relacionamento entre o Brasil e França.

Durante a cerimônia, o governador Aécio Neves, acompanhado do embaixador da França, Antoine Pouillieute, orador oficial do evento, passou em revista à tropa e prestou homenagens ao mártir da Inconfidência Mineira, ao lado da tetraneta de Tiradentes, Lúcia de Oliveira Menezes.

O ator Marcello Antony retirou o fogo simbólico do Panteão da Inconfidência e o entregou aos cadetes da Polícia Militar, representando os 13 inconfidentes, que o conduziram ao som de “O Guarani”, de Villa Lobos, até o governador Aécio Neves para o acendimento da Pira da Liberdade.

Outro momento marcante foi a execução do hino nacional brasileiro, interpretado pelo grupo Ponto de Partida, de Barbacena, o hino de Minas Gerais, cantado por Milton Nascimento, e o hino da França, A Marselhesa, interpretado pela cantora Bibi Ferreira. O ator Marcello Antony recitou trechos do poema “Romanceiro da Inconfidência”, de Cecília Meirelles. A praça Tiradentes ganhou um colorido especial com o Objetos Voadores, concebidos pela artista plástica Ana Gastelois.

Na solenidade, o Governo de Minas prestou uma homenagem às pessoas com deficiência. Cerca de 200 deficientes assistiram à cerimônia, em espaço com acesso devidamente adequado, na Praça Tiradentes. A homenagem é um reconhecimento e estímulo às políticas públicas realizadas no Estado pela Coordenadoria de Apoio e Assistência à Pessoa com Deficiência (CAADE) que completa 27 anos em 2009.

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A gente quer comida, diversão e arte

04/04/2009

OPARA

Boas Práticas

Fonte: http://sabercuidar.org/
por Newton Correia

Na área da assistência existem vários caminhos para promover a inclusão de grupos sociais, que vivem à margem de uma sociedade injusta e desigual. Durante muito tempo houve a insistência de não oferecer abrigo para quem precisa de abrigo e de não oferecer comida a quem precisa de comida.

Todos se lembram do sociólogo Hebert de Sousa, o Betinho, e da luta dele contra a exclusão social. Ele dizia que “quem tem fome tem pressa”, e, dessa forma, iniciou um movimento que conseguiu mobilizar todo o país. Podemos dizer que o esforço do Governo Federal em manter o Bolsa Família, vem dessa luta de fortalecer a rede de proteção social.

Não quero entrar aqui no mérito se o programa funciona adequadamente ou não, isso é conversa para outro post. O que quero enfatizar é que o movimento de Betinho permitiu que a sociedade pudesse fazer uma melhor avaliação sobre a necessidade de criar mecanismos de assistência e apoio às famílias que vivem abaixo da linha de pobreza.

Acredito que já houve um grande avanço, mas é preciso avançar muito mais, agora em outras áreas. A luta desigual contra a violência revela a incapacidade do Estado em garantir a ordem e manter uma política de combate efetivo contra o tráfego de drogas e a violência nos grandes centros.

Acredito que ainda falta percepção sobre a realidade social do país. Falta bom senso e boa vontade para que se possam criar instrumentos eficazes de geração de oportunidades. O senador Cristovam Buarque tem mobilizado o país para a causa da educação. Concordo e apoio este esforço, tenho certeza que é por meio da educação que realmente vamos transformar o Brasil.

Mas existe outro instrumento que pode ser agregado à educação, promover mudanças sociais radicais, transformar vidas e elevar a autoestima. Falo da força da arte. Há muito tempo que tenho ouvido alguns especialistas comentarem que o século 21 seria a era das artes como instrumento de promoção social e espiritualidade.

Existem várias iniciativas pelo país que mostram que a arte, quando entra em comunidades carentes, tem ajudado a fazer a diferença na promoção da cidadania, no resgate de jovens da marginalidade e em algo que é vital para essas pessoas: a possibilidade de ter esperança. Falo da possibilidade de acreditar que tudo pode ser construído de forma diferente.

A música Comida dos Titans; composta em 1987 por Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Sergio Brito, mostra bem o que também é muito importante. Tem um trecho da letra que diz o seguinte:

Bebida é água.
comida é pasto.
você tem sede de que?
você tem fome de que?
a gente não quer só comida
a gente quer comida, diversão e arte.

Desde que a música foi composta já se passaram 22 anos e poucas pessoas que estão à frente dos órgãos públicos tiveram a percepção de que os excluídos não querem só comida. Diversão e arte podem gerar novas oportunidades e criar novos valores de vida.

Valores de Minas, transformando vidas pela arte

Recebi recentemente de Andrea Neves, presidente do Servas (Serviço Voluntário de Assistência Social um press kit com as ações do Governo de Minas nas áreas de promoção e inclusão social. Fiquei muito bem impressionado com o trabalho e a forma como atinge crianças, jovens e idosos. Gostaria de comentar cada um dos projetos, mas deixo isso para outra oportunidade.

Quero concentrar as observações no programa Valores de Minas, que muito me emocionou. No material que me foi enviado, vieram também dois DVDs: um sobre a apresentação do Estrada dos Sonhos e outro sobre Opara, que em guarani quer dizer Rio São Francisco. Dois belos espetáculos que primam pela beleza cênica e por um conteúdo transformador.

O programa, que completa cinco anos, reúne anualmente cerca de 500 estudantes da rede pública estadual, integrantes do Projeto Escola Viva e Comunidade Ativa que desenvolvem ações multiculturais na área do teatro, dança, circo, música e artes plásticas. Durante um ano, eles recebem aulas de história das artes, literatura, ética e cidadania.

Todo o trabalho realizado é apresentado para o público no final do ano em uma megaprodução. Mais de 20 mil pessoas já assistiram aos espetáculos que são um sucesso de público e de crítica. Uma aula de cultura que caracteriza de forma marcante o jeito mineiro de fazer arte, contando parte da sua história e das suas raízes, sempre com ênfase nas questões sobre a atuação do homem no meio ambiente.

Acredito que o Valores de Minas tem um modelo que pode ser facilmente replicado em outros estados e municípios. É a arte que educa e que transforma o cidadão do futuro, porque são esses jovens que vão ajudar a construir uma sociedade mais fraterna. Isso é saber cuidar, é oferecer oportunidades, é inovar. É preciso que as três esferas do poder façam um esforço concentrado para que se mude a realidade violenta dos grandes centros urbanos.

Para isso, basta olhar os números produzidos pelo programa. Desde 2005, o Valores de Minas chegou em quase 100 escolas, formou mais de 2 mil alunos, criou cerca de 250 multiplicadores culturais para atuar nas comunidades, capacitou quase 200 professores e atendeu por meio de oficinas de arte e cultura mais de 1,2 mil estudantes.

Pode-se perceber que a intenção do projeto não é formar artistas, claro que em um trabalho deste porte é possível fazer com que os jovens encontrem as suas vocações nas artes. Mais o que realmente se observa, é que uma ação desse porte provoca profundas transformações no ser humano: renova os valores, melhora de fato a autoestima, o faz mais crítico e oferece ferramentas para se transformar em um cidadão mais consciente.

Tem um aspecto que acho fundamental e que está no texto escrito por Andrea Neves na apresentação do Valores de Minas. “O programa acalenta a possibilidade de que cada jovem possa construir para si e para o seu entorno um mundo realmente melhor. Mesmo porque, como nos disse Guimarães Rosa: sábio não é quem sempre ensina, mas quem de repente, aprende”.  Fica aí mais uma reflexão. A gente quer comida, diversão e arte.

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Valores de Minas: arte que se aprende na escola

20/03/2009

Oficinas de arte fazem parte do Valores de Minas

Oficinas de arte fazem parte do Valores de Minas

Para a presidente do Servas, Andrea Neves da Cunha, o Valores de Minas, lançado em 2005, tem a cada ano, mais motivos para comemorar, além das oportunidades de crescimento pessoal oferecidas pelo Programa, no campo da arte, educação e cultura.

Em 2009, como nos anos anteriores, participantes do Programa são vitoriosos também no ingresso na faculdade, em áreas oferecidas no Valores de Minas.  O mais importante Na fase da vida escolar em que todos os estudantes escolhem a profissão que irão seguir, Jéssica de Souza, de 17 anos, pensou em prestar vestibular para nutrição, biblioteconomia ou letras, já que, até então, nunca tinha tido contato com as artes. Em março do ano passado, a então estudante da Escola Estadual Domingas Maria de Almeida, em Ibirité, ingressou no programa Valores de Minas, do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas), participou da oficina de teatro e hoje comemora a aprovação no vestibular de Artes Cênicas na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Jéssica vai começar o curso no segundo semestre.

“Desde pequena gostava de desenhar, pintar, ler, mas nunca tinha tido oportunidade de um contato maior com as artes. O Valores de Minas me abriu portas, conheci professores, artistas. Pensei que gostava de artes plásticas, até o dia em que fiz a primeira aula de teatro. Fiquei apaixonada e decidi fazer vestibular”, conta Jéssica. Ela afirma que vem de uma família humilde e que os pais não fizeram curso superior. “Estou vivendo um sonho e toda a minha família está muito feliz por mim. Pretendo dar aulas de teatro quando terminar o curso e, claro, continuar como atriz”. Jéssica participou como aluna do Valores em 2008 e, este ano, permanece no programa como multiplicadora.

Desde 2005, o Valores de Minas oferece a jovens mineiros de escolas públicas oportunidades de crescimento por meio de oficinas artístico-culturais de teatro, circo, dança, música e artes plásticas e recebe, a cada ano, centenas de estudantes. O Valores de Minas já formou 1.950 pessoas, entre alunos, multiplicadores, professores de arte da rede estadual e ex-alunos que fizeram o curso de extensão.

Assim como Jéssica, Ana Paula Guimarães, de 19 anos, prestou vestibular para Artes Cênicas na UFMG, após cursar a oficina de teatro no Valores de Minas. Ana Paula já está no 2º período do curso e já faz parte de um grupo de teatro. “Faço dança desde os nove anos e sempre quis seguir carreira artística. Entrei para o Valores, fiz outras oficinas, mas foi o teatro que me fascinou. Os professores são excelentes e, além da formação cultural, temos também formação do lado psicológico”, disse.

Ana Paula faz parte do grupo teatral “Produzarte” que participou  da Campanha de Popularização do Teatro da prefeitura de Belo Horizonte, na peça “A Bela Adormecida”.

O que não faltam para a jovem Sinara Teles, 21 anos, são planos para o futuro como atriz. Engajada e determinada, ela está concluindo o curso técnico de teatro do Centro de Formação Artística (Cefar), do Palácio das Artes. Moradora de Venda Nova, ela participou do Valores na primeira edição do programa, em 2005, e como multiplicadora em 2006. Ela conta que não conhecia nada de teatro, cinema e artes em geral. “Na escola temos contato com educação artística, mas é pouco. No Valores, tive a oportunidade de conhecer de perto as artes plásticas, a dança e o teatro”. Hoje, Sinara integra o grupo teatral “Coccix”, que está sendo oficializado e vai montar, até o final do ano, o espetáculo “Meu canto de graça”.

“Quero continuar meu trabalho como atriz, mas quero também levar a arte para a periferia. Quero mostrar ao meu bairro o melhor que ele tem, os artistas que ele tem. Para isso, estou desenvolvendo o projeto Pontapé e procuro levar um pouco mais de cultura para Venda Nova”, relata.

Profissionalismo e disciplina
Para a coordenadora do Valores de Minas, Iara Fernandez, o sucesso profissional dos alunos se deve ao fato de que o programa ensina a ter disciplina, rigor com horário e responsabilidade, aspectos fundamentais para o sucesso.  “O talento é muito importante, mas não é tudo. O trabalho do Valores é em nível profissional, já que a arte exige disciplina”, enfatiza.

Ela se diz orgulhosa e feliz por ver os resultados de quem passou pelo programa. “O Valores é uma grande oportunidade para que os jovens menos favorecidos tenham a chance de dizer: ‘eu posso, eu consigo, isso é para mim´ e darem continuidade a esse sonho”, afirma. Iara diz que fica muito feliz não só quando os alunos tomam gosto pelas artes e continuam nessa área, mas também, quando conseguem um emprego. “Eles entram no programa de um jeito e saem de outro completamente diferente. Saem mais soltos, mais confiantes e isso ajuda também nas entrevistas de emprego”.

Diversos alunos do Valores hoje estão cursando design, artes plásticas, psicologia, música entre outros cursos. Iara Fernandez afirma que todos os dias ela tem noticias boas dos jovens que passaram por lá. “Isso é muito gratificantes e nos motiva a fazer cada vez mais”. A edição 2009 do programa está prevista para começar em abril.

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